Na última sexta-feira (23), a prefeitura ofereceu 8% de reajuste salarial aos servidores municipais da educação, o que inicialmente havia agradado aos professores, que pediam 19%, e também o abono das faltas dos grevistas. De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) do Rio, que agrega também o sindicato municipal dos professores, ainda não estão claros alguns pontos da chamada "pauta pedagógica", que diz respeito à melhoria da estrutura das salas de aula na cidade. Essa pauta será discutida com a secretária e, a partir daí, uma nova assembleia será convocada para discutir os rumos da greve.
O prefeito Eduardo Paes (PMDB) havia concordado, na reunião de sexta, em atender outras reivindicações dos professores, como carga horária de 30 horas para servidores de escola e plano de carreira unificado, que considere a qualificação e o tempo de serviço do funcionário. O reajuste de 8% se somaria aos 6,75% concedidos a todo o funcionalismo municipal do Rio no fim de julho.
PREFEITURA
A Prefeitura do Rio de Janeiro se disse surpresa com a decisão pela manutenção da greve dos professores municipais.
De acordo com nota assinada pela assessoria de imprensa do prefeito, um acordo já havia sido assinado na última sexta-feira pelos dois lados. Esse acordo, segundo a nota, havia sido costurado após duas semanas de negociações com o sindicato.
"Em todo o momento, a Prefeitura do Rio se manteve aberta ao diálogo e lamenta que os alunos da rede municipal de ensino sejam prejudicados", afirmou a prefeitura em nota.
REDE ESTADUAL
Professores estaduais e municipais têm feito protestos quase diários no Rio de Janeiro. Os professores da rede estadual do Rio tinham uma audiência com o governo do Estado marcada para a última sexta-feira, mas como os dirigentes sindicais estavam em reunião com a prefeitura, o encontro foi adiado para a próxima semana, mas ainda não tem data definida. Na terça-feira, será a vez dos professores do estado fazerem uma assembleia sobre a greve. As duas categorias cruzaram os braços juntas. A concentração será ao meio-dia, na Cinelândia, centro do Rio. Uma marcha ocorrerá até a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio).
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