Em greve há mais de um mês, professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro promovem nesta segunda (16), às 14h, nova assembleia para decidir os rumos da paralisação. Hoje (15) representantes da categoria permanecem acampados em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e participam de atividades como saraus e confecções de cartazes.
Segundo a Secretaria de Educação, a greve afeta mais de 30 mil alunos. Além do reajuste salarial de 28%, uma das principais demandas da categoria é que os professores tenham uma matrícula em apenas uma escola, para que não precisem dar aulas em colégios diferentes. “Havíamos conseguido aprovar essa lei na Alerj, mas o governo vetou. Tem professor desistindo da carreira do magistério, pois precisa trabalhar em cinco ou seis escolas, sem dinheiro de passagem adicional para isso”, contou Augusto Rosa.
Em nota divulgada na semana passada, a Secretaria de Estado de Educação informou que o sindicato da categoria já foi recebido quatro vezes, sendo na quinta-feira (12) pelo secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, e pelo vice-governador. A nota diz ainda que o governo do Rio concedeu 8% de reajuste este ano, além de novos benefícios, como os auxílios alimentação, transporte e qualificação.
Sobre o veto à lei que estabelece que o professor deve ter uma matrícula em uma escola, a secretaria respondeu que menos de 5% dos 75 mil docentes encontram-se nessa situação e, que, embora concorde com a fidelização, “a adoção imediata da medida deixará, no mínimo, 200 mil alunos sem aulas, pois gerará, além de carga horária ociosa em determinadas escolas, carência de professores”.
Foi apresentado aos deputados estaduais novo projeto de lei que estipula prazo máximo de cinco anos para que todos os docentes que desejarem trabalhem apenas em uma escola. Sobre a questão da carga horária, a secretaria diz que a destinação de um terço da carga horária para atividades complementares é cumprida.
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