terça-feira, 22 de outubro de 2013

A TRÁGICA Morte do pastor em Feira: “estava com a pessoa errada na hora errada”


Chefe do gabinete do deputado Marco Feliciano apura o caso

O jurista Talma Bauer está na Bahia para apurar a morte do pastor Gilmário Sales, morto pela polícia em Feira de Santana. Bauer é chefe de gabinete do Deputado r Pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Segundo a polícia, o pastor e mais três pessoas mortas na BR324, faziam parte de uma quadrilha especializada no roubo de carros.  Porém, Talma Bauer colheu informações que indicam que o pastor estava em companhia de pessoas erradas e no lugar errado. “Falei com a delegada titular do caso e pelo que apurei o pastor estava inocente. Mas, estava com a pessoa errada na hora errada. Ele não era executante de crime algum. Como ele não sabia dirigir dependia de alguém que o conduzisse. E na igreja muitos se aproximam e oferecem ajuda. O que parece é que ele aceitou a ajuda destas pessoas sem saber quem eram elas. O caso ainda não está encerrado”, comentou Bauer a um site local.
Bauer ainda vai se encontrar com parentes do pastor para concluir a investigação e retornar a Brasília com os dados. Segundo ele a polícia continuará apurando o caso.
Entenda o caso
O pastor, Gilmário Sales, estava passando entre Feira de Santana e Conceição do Jacuípe na BR-324. Estava acompanhado de Jesivam Cristiano Dias Brito, 26 anos, Enderson Almeida Souza Matos, 23 anos e um homem identificado apenas como Fábio.
A polícia recebeu denúncia anônima e cercou o carro a 108Km de Salvador. Segundo o delegado Jean Souza, titular da Delegacia de Repressão a Roubos de Cargas (Decarga), os homens iniciaram o tiroteio. “Eles iniciaram a troca de tiros. Não foi intenção da polícia feri-los, mas eles tiveram que salvar suas vidas e revidaram os disparos”, comentou.
 O caso adquiriu contornos dramáticos quando conhecidos das vítimas informaram indignados que tanto Gilmário Sales Lima, quanto Jeisivam Dias, não possuíam nenhum tipo de relação com a quadrilha. Gilmário seria pastor e Jesivam, cantor gospel.

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