quarta-feira, 23 de outubro de 2013

UM Capitão da Companhia Independente de Juazeiro é acusado de agredir dois soldados


Ambos estão presos
Um capitão da Polícia Militar, em Juazeiro, está sendo acusado de agredir fisicamente dois soldados da Companhia Independente da cidade, localizado no norte da Bahia. A agressão aconteceu na segunda-feira (22).
A denuncia foi recebida ontem (23) pela Associação dos Praças, Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra).  Os soldados envolvidos, Paulo César Gomes da Silva e Damião Pereira de Santana se dirigiram a pedido do Capitão Josiedson Mendes Leandro para dar recebimento de uma escala, segundo a Aspra.
A Aspra divulgou um vídeo     com o momento da agressão Foto: Reprodução
A Aspra divulgou um vídeo com o momento da agressão
Foto: Reprodução
O pedido feito pelo capitão causou estranheza nos soldados, pois não é hábito a assinatura de escala, que segundo a Aspra, fica fixado em um mural. “Em nenhuma companhia da Bahia, as escalas são assinadas. Os comandantes fixam as escalas nos murais o que já é suficiente para comunicar os PMs do dia de serviço”, comentou o soldado Prisco.
Os PMs se recusaram a confirmar o recebimento da escala, então o capitão agrediu os soldados física e verbalmente.
Os diretores da regional de Juazeiro da Aspra ficaram cientes do ocorrido minutos depois do fato, por volta das 11h30 e foram impedidos de entrar na unidade como ressaltou um deles. “Um capitão pediu que nos informassem que os ‘presos’ estavam incomunicáveis”, afirmou.
O soldado César já esteve em conflito com seus superiores, como informou Prisco. “O soldado César inclusive responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por ter entrado com mandado de segurança pedindo horário para estudo. Ele também foi comunicado por pedir folga um dia após doar sangue, o que é direito previsto em lei”, reclamou.
Soldado Prisco em contato com um site local afirmou que será solicitada a “soltura dos policiais junto à Auditoria Militar”. Uma queixa por agressão física e abuso de poder também é cogitada. “A população não tem noção de como os policiais são tratados no quartel”, concluiu Prisco.
A Aspra divulgou na internet, vídeo com o momento da agressão, confira abaixo:

Nenhum comentário:

Postar um comentário